Brasília - O Ministério da Saúde iniciou nesta segunda-feira (16) a distribuição de mais de 740 mil doses de Coronavac a todos os estados para a retomada da vacinação de crianças de 3 a 11 anos contra a Covid. As entregas devem ser finalizadas até esta terça (17).

Aproximadamente 57% das crianças de 3 a 11 anos aptas a receber a vacina tomaram a primeira dose do imunizante contra a Covid e 39% têm duas doses
Aproximadamente 57% das crianças de 3 a 11 anos aptas a receber a vacina tomaram a primeira dose do imunizante contra a Covid e 39% têm duas doses | Foto: Mauro Pimentel/AFP

"As primeiras doses devem ser usadas para dar continuidade à vacinação de crianças de 3 a 11 anos. Serão distribuídas de maneira isonômica, conforme solicitação de cada ente federativo e do cálculo de público-alvo", afirmou Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, à agência de notícias da pasta.

A nova secretária afirmou, no dia 6 de janeiro, que estava faltando vacina contra Covid para crianças de seis meses a 11 anos e que, por isso, havia a intenção de antecipar o contrato com a Pfizer e retomar o da Coronavac com o Instituto Butantan.

"Nós temos o contrato do Butantan paralisado, recebemos o governo com o contrato paralisado. Estamos negociando porque a Coronavac é fundamental para que a gente possa acelerar o abastecimento de estados e municípios, principalmente no público de 3 anos em diante", destacou.

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A falta de doses destinadas ao público infantil já acarretou problemas na vacinação. Na cidade do Rio de Janeiro, a campanha chegou a ser paralisada, mas foi retomada após a entrega de um novo lote de imunizantes pelo ministério.

Segundo dados coletados pelo consórcio de veículos de imprensa, aproximadamente 57% das crianças de 3 a 11 anos aptas a receber a vacina tomaram a primeira dose do imunizante contra a Covid - e 39% têm duas doses.

Além das duas aplicações, o Ministério da Saúde passou a recomendar, para crianças de 5 a 11 anos, um reforço com imunizante da Pfizer.

Ethel afirma que as vacinas para o público adulto não estão em falta, mas ainda não é certo que haverá indicação de mais uma dose de reforço para todas as idades. Como a “Folha de S.Paulo” adiantou, o que já foi definido é que a vacina para o grupo de risco entrará no calendário anual.

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