Ministério da Previdência quer econominar este ano R$ 1,7 bi
Brasília, 15 (AE) - O Ministério da Previdência Social espera economizar este ano R$ 1,7 bilhão com a reversão da tendência de crescimento rápido das aposentadorias por tempo de serviço no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação foi prestada há pouco pelo secretário-executivo do ministério, José Cechin, segundo o qual os pedidos de aposentadoria dessa categoria, que são os mais caros - porque requeridos por pessoas relativamente mais jovens -, caíram de 33.719 por mês, no primeiro trimestre de 1998, para 13.479 mensais no mesmo período deste ano. Segundo ele, entre junho e dezembro, o número havia caído para 20.372 mensais, por ter sido descontinuada a conversão de tempo para as aposentadorias especiais naquelas atividades que não expunham os profissionais da área a agentes nocivos. A reforma, como esclareceu, atingiu apenas os que pretendem se aposentar por tempo de serviço. Ele lembrou que, em 1998, por exemplo, de 2,5 milhões de pessoas que procuraram o INSS para requerer benefícios, 291 mil pediram aposentadoria por tempo de serviço. Nos últimos seis anos, segundo ele, a taxa média de aposentadoria por tempo de serviço cresceu 11% por ano. Cechin disse ainda que o número de aposentados por tempo de serviço cresceu de 1,7 milhão em janeiro de 1993 para 3,2 milhões em janeiro de 1999, o que representou um crescimento de 87%. Portanto, segundo Cechin, sem a reforma da Previdência, essa tendência somente iria continuar. Até mesmo porque o elevado contingente de aproximadamente 4,5 milhões de trablhadores que ingressaram no mercado de trabalho na época do chamado "milagre brasileiro" (1968-1974) estarão completando tempo para aposentadoria nos próximos anos.





