Brasília, 26 (AE) - O Ministério dos Transportes atribuiu hoje aos cortes nas despesas exigido pelo ajuste fiscal a falta de recursos para a melhoria das estradas brasileiras e se mostrou disposto a implementar todas as reivindicações dos caminhoneiros, desde que tenham cobertura orçamentária.
Em nota oficial divulgada no início da noite, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, se coloca à disposição para ser o interlocutor dos caminhoneiros para negociar as reivindicações da categoria junto ao governo federal, mesmo em outras áreas.
"Devido ao necessário ajuste fiscal, o Ministério dos Transportes sofreu cortes profundos nos recursos destinados às estradas desde setembro de 1998. Somente em junho de 1999, os investimentos para restauração, conservação e construção de estradas foram retomados em todo o país", afirma o documento.
O texto diz ainda que "o Ministério dos Transportes compreende o movimento dos caminhoneiros e sempre esteve, como está, à disposição para o diálogo construtivo".
A nota também afirma que o "Ministério dos Transportes está pronto a implementar todas as medidas que sejam de sua atribuição e que tenham cobertura orçamentária.
O ministro Eliseu Padilha se coloca à disposição para ser interlocutor dos caminhoneiros junto ao governo federal, mesmo para assuntos de competência de outas áreas".
De acordo com informações do Ministério dos Transportes, o Orçamento da União deste ano prevê R$ 1,4 bilhão de recursos para a restauração, conservação e construção de estradas em todo o País.

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