Miniimpressora já está instalada em 900 táxis de SP
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terça-feira, 21 de dezembro de 1999
Por Marisa Folgato 
São Paulo, 21 (AE) - Pelo menos 900 táxis de São Paulo já têm uma miniimpressora acoplada ao taxímetro, para emitir um recibo detalhado da viagem, que deve ser obrigatoriamente entregue ao passageiro. Até dezembro de 2001 toda a frota, de 32.800 veículos, deve contar com o equipamento. Com a medida, segundo o Departamento de Transportes Públicos (DTP), o passageiro vai ter o controle do gasto e uma referência para eventuais reclamações. Todos os motoristas de táxi, ao trocar de veículo, têm de instalar o aparelho, que custa, em média, R$ 160,00, mais taxa de R$ 30,00 pela colocação. A lei passou a vigorar no início de novembro. "Registramos cerca de dez trocas ao dia", disse o diretor do DTP, José Luiz Nakama. Os demais taxistas devem equipar o carro na renovação anual de alvará, a partir de janeiro de 2001. "O prazo inicial era janeiro de 2000, mas foi mudado."
Antes do decreto exigindo a colocação do aparelho, cerca de 500 veículos já contavam com o serviço por iniciativa dos taxistas. Empresas, que precisam controlar os gastos com transporte, já davam preferência a táxis com os equipamentos. "Desde a publicação da lei, pelo menos outros 400 foram instalados", explicou Nakama.
O taxista Décio Sartorato Dias mandou instalar a impressora logo que saiu a norma. "O cliente tem mais confiança e certeza do valor", disse. Mas só entrega o recibo se o passageiro pedir. "A entrega é obrigatória", disse o diretor do DTP.
O tíquete deve ter, além do valor, a placa do veículo, a data, o horário de início e fim de percurso, a distância e o telefone 194, do DTP, para queixas. "Sobra espaço para o nome do motorista e telefone."
Segundo Nakama, o objetivo é dar segurança ao passageiro. "Muitas vezes, a pessoa é lesada e não tem como reclamar, porque desconhece até a placa." O telefone 194 recebe cerca de 60 queixas mensais. O verso do tíquete está liberado para publicidade e o taxista pode reduzir os custos com patrocínio. Táxis do Rio já usam o recibo.
A relações públicas Maristela Ramos achou ótimo o recibo para empresas. "Preciso de comprovante e ficou rápido com a impressora", disse. "Será um valor real, sem aquele costume que alguns funcionários têm de pedir ao taxista para arredondar os valores para mais no recibo manual."
"Se você esquecer algo no táxi vai ser fácil localizar", afirmou o empresário e cabeleireiro Éris Histis. "Vamos ter mais segurança." Ele vê vantagens ainda na hora de apresentar a conta a clientes que pedem seus serviços em casa. "É um recibo formal." Para a professora Rosa Eletra Cassani, os impressos vão ajudar em caso de reclamação. "Hoje é a sua palavra contra a do motorista."
Não precisava, por causa do prazo, mas o taxista Santílio Netto Viezzer pretende equipar seu carro no início de 2000. "Facilita para fazer o recibo e ajuda na nossa contabilidade."


