Paris, 26 (AE) - Os europeus passaram um fim de Natal agitado em razão do minifuracão que fustigou a França, Alemanha e Suíça - com ventos de 175 quilômetros por hora na região de Paris, por exemplo -, causando a morte de 43 pessoas nos três países (24 na França, sendo 8 em Paris; 10 na Suíça e 9 na Alemanha).
Em Paris, várias árvores centenárias na Avenue Foch, Torre Eiffel, Bois de Boulogne e Bois de Vincennes foram derrubadas pelo vento, destruindo totalmente uma centena de veículos estacionados e parcialmente numerosas casas. A Disneylândia Paris, onde a velocidade do vento chegou a 153 quilômetros horários, foi obrigada a fechar suas portas em pleno domingo de Natal. A devastação atingiu diversos bairros, com tetos destruídos pelo vento, latas de lixo viradas pelas calçadas, gruas caídas sobre imóveis, cortes de eletricidade e de gás. Na região dos Champs Elysées, a estrutura que estava sendo montada para as festas do réveillon ficou abalada.
Os bombeiros atenderam na manhã de hoje a 1.300 ocorrências. Por tudo isso, o prefeito de Paris, Jean Tiberi, defendeu a necessidade de decretar o estado de catástrofe natural em Paris. Mas foi a cidade de Versalhes, nas imediações de Paris, a que mais sofreu: cerca de 4 mil árvores do parque do Castelo de Versalhes foram arrancadas do solo.
A circulação em diversas estradas que ligam Paris ao interior estava interrompida e as rodovias abertas à circulação ficaram congestionadas, pois se tratava de um fim de semana dos mais movimentados do ano, o de Natal. Nos aeroportos, as aterrissagens e decolagens estiveram suspensas durante toda a manhã, causando graves atrasos nos vôos europeus. O tráfego aéreo só foi restabelecido à noite. Mais grave foi a situação do tráfego ferroviário, que até a noite de hoje ficou quase inteiramente paralisado.
Cenas semelhantes foram registradas na Suíça, onde a maioria das dez mortes foi causada por quedas de árvores. No estação de esqui de Crans Montana, um homem morreu ao ser atingido por um teleférico que desabou. Na Alemanha, o mais grave acidente ocorreu em Karlshrue, onde uma árvore caiu sobre um carro, matando três de seus ocupastes (o quarto ficou apenas ferido). Como na Suíça e na França, a queda de árvores também foi a principal causa das mortes.
Os fortes ventos aceleraram a chegada da maré negra provocada pelo naufrágio do petroleiro Erika, há 15 dias, no Mediterrâneo. O petróleo já atingiu mais de 100 quilômetros de praias da Bretanha, destruindo a fauna e a flora marítimas.
Até agora, 6 mil pássaros, a maior parte gaivotas, atingidos pelo petróleo viscoso puderam ser recuperados, mas pelo menos a metade vai morrer. Com a tempestade, não foi possível instalar barreiras flutuantes para impedir a chegada do petróleo à costa, numa das regiões mais procuradas pelos turistas. Autoridades consideram que serão necessários vários meses para recuperar essas praias.

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