Minas supera o Rio em competitividade, revela pesquisa
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quarta-feira, 13 de outubro de 1999
Por Milton. F. da Rocha Filho 
São Paulo, 14 (AE) - Minas Gerais passou a ser o segundo Estado mais competitivo do País, desbancando o Rio de Janeiro, que passou para o terceiro lugar no ranking dos mais competitivos, liderado ainda por São Paulo. De acordo com pesquisa realizada pela Simonsen Associados, que divulgada hoje, Minas Gerais obteve um índice de 162,5 pontos, pouco acima dos 162,2 pontos do Rio. São Paulo recebeu uma pontuação de 181,9.
Ainda segundo a pesquisa, o Rio Grande do Sul ultrapassou o Paraná e assumiu a 4ª posição, com 158,2 pontos. O Paraná ficou com 157,3 pontos. Outra surpresa na pesquisa foi o Espírito Santo, que ultrapassou a Bahia e assumiu a 7ª posição, com 125,3 pontos. A Bahia obteve 123,7 pontos.
O índice de competitividade medido pela Simonsen Associados leva em conta a infra-estrutura do Estado, exportações, PIB, indústrias, investimentos, futuros investimentos definidos, consumo de energia e comportamento das vendas, entre outros. Na pesquisa, São Paulo continua a ser o Estado mais competitivo do País.
"São Paulo está onde sempre esteve, no topo da riqueza e da competitividade nacionais", conclui a pesquisa. A Simonsen Associados levantou ainda a riqueza dos Estados. Nesse critério, São Paulo também lidera. O PIB paulista é, por exemplo, maior do que o do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e o Paraná juntos.
Um fato curioso na pesquisa é que o maior PIB per capita está em Brasília, com US$ 10,5 mil por habitante. Depois vem a cidade de São Paulo, com US$ 8,2 mil, seguida do Rio de Janeiro, US$ 5,9 mil e do Rio Grande do Sul, US$ 5,5 mil. Outra estatística apresentada pelo estudo mostra que, no ano passado os maiores desembolsos do BNDES foram feitos para São Paulo (R$ 5,7 bilhões), Minas Gerais (R$ 1,5 bilhões) e Rio (R$ 1,2 bilhão).
As intenções de investimento dos Estados também foram pesquisadas. São Paulo tem intenções de investimentos que chegam a US$ 30,9 bilhões; Rio Grande do Sul, a US$ 16,4 bilhões; Rio de Janeiro, a US$ 16,3 bilhões; e Minas Gerais, a US$ 14,2 bilhões nos próximos anos. Quanto à produção agrícola, o Paraná lidera com a maior área colhida do Brasil, com 7,8 milhões de hectares, seguido do Rio Grande do Sul, com 6 milhões de hectares, e de São Paulo, com 5,6 milhões de hectares.


