Minas Gerais proíbe fantasias e máscaras no carnaval
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terça-feira, 09 de fevereiro de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 09 (AE) - A Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais publicou hoje, no Diário Oficial do Estado, uma série de normas a serem seguidas pelos foliões durante o carnaval. Elas proíbem, por exemplo, usar em bailes ou nas ruas fantasias que ultrajem qualquer profissão, que sejam indumentárias religiosas ou formadas por peças de uniformes das classes armadas.
Também está vetado o uso em recinto fechado ou em vias públicas de indumentárias que atentem contra a moral. A resolução, nº 6.330 - descrita como base para a atuação dos órgãos do sistema de segurança pública durante as atividades carnavalescas -, só não define que tipos de fantasias, exatamente, seriam enquadrados nesta categoria.
Quem avalia se há ou não desrespeito ao que foi estabelecido é o policial civil ou militar que estiver no local, encarregado de conzudir o suposto infrator à Delegacia ou ao Juizado de Menores mais próximo.
Máscaras - Conforme o documento, assinado pelo secretário Mauro Lopes, deputado federal pelo PMDB e ex-superintendente da Polícia Rodoviária Federal, também está proibida a utilização de máscaras que dificultem a identificação de seus portadores. Podem ser punidas, igualmente, pessoas que entrem ou que permaneçam em boites, clubes e demais casas de diversão em estado de embriaguez e que tiverem conduta suspeita ou inconveniente.
Motoristas e até passageiros dos veículos que forem pegos pelos policiais consumindo bebidas alcoólicas serão detidos. Não será tolerado o uso de pós, líquidos não voláteis ou substâncias capazes de irritarem ou molestarem outrem, estando o eventual infrator sujeito a inquérito por contravenção. O excesso de lotação em casas onde houver festa também está proibido.
Censura - O superintendente-geral de Polícia Civil de Minas, Nilton Ribeiro, que ajudou na redação das normas, informou que elas são publicadas há muitos anos, antes do carnaval, e que a intenção das autoridades é apenas assegurar à população tranquilidade e ordem durante os festejos carnavalescos.
Ribeiro disse que o veto não é manifestação de censura. No caso das fantasias, o que queremos evitar é o achincalhe a qualquer tipo de profissão ou de credo, disse. Também não podemos permitir órgãos genitais à mostra, acrescentou.
Hoje à tarde, segundo o superintendente, as Polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal iniciaram a chamada operação integração em todas as estradas de Minas, para garantir a segurança dos foliões durante o carnaval. São 52 postos espalhados com 1.500 policiais trabalhando nas principais rodoviais. As corporações farão blitze à procura de armas, drogas e criminosos. A operação vai até quarta-feira de cinzas.


