Belo Horizonte - O governo de Minas decretou situação de emergência na área de abrangência da Bacia do Rio Doce, afetada pelo rompimento das barragens da Samarco em Bento Rodrigues, Mariana, no dia 5. A decisão vai vigorar por 180 dias. Na situação de emergência, os municípios podem, por exemplo, realizar compras sem o processo de licitação, além de facilitar deslocamento de bombeiros, policiais militares e de integrantes da defesa civil para áreas atingidas, conforme informações do governo do Estado.
"Neste momento, toda nossa atenção está voltada para as vítimas. Todas as medidas emergenciais necessárias para amparar a população atingida serão tomadas", afirmou o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Sávio Souza Cruz.
Cerca de 200 cidades fazem parte da Bacia do Rio Doce. O Ministério da Integração já havia reconhecido situação de emergência na área do desastre, em Bento Rodrigues. Segundo relatório sobre as águas do Rio Doce citado pelo governo do Estado, o comprometimento do abastecimento para consumo humano deverá se manter por um mês. O levantamento foi feito pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

BOLSA-ESTIAGEM
A presidente Dilma Rousseff pediu que sua equipe cobre da mineradora Samarco e suas controladoras, Vale e BHP, ações para ajudar as populações ribeirinhas atingidas na tragédia, entre elas, oferecer uma espécie de "bolsa-estiagem" ou "bolsa-defeso" para as famílias que dependem da agricultura e da pesca. A Samarco, porém, informou ao Planalto que ainda não fez esse levantamento mas que está trabalhando para entregá-lo o quanto antes. Dilma já delegou à mineradora todos os custos para recuperar os municípios atingidos pelo rompimento das barragens.
Até agora, o número de vítimas continua o mesmo: há sete corpos identificados e quatro aguardando identificação. Doze pessoas continuam desaparecidas, sendo nove funcionários da Samarco e três moradores.

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