Belo Horizonte, 20 (AE) - O secretário de Segurança Pública de Minas, Mauro Lopes, anunciou hoje a criação, em Belo Horizonte, da Delegacia Especializada de Assistência ao Estudante, para tentar conter a onda de violência nas escolas públicas. Somente na noite de segunda-feira foram registradas três explosões de bombas de fabricação caseira em unidades de ensino da região metropolitana. Por sorte, não houve feridos.
No colégio municipal Imaco, no centro da cidade, um artefato estourou no pátio, na noite de ontem, e outro foi encontrado no banheiro. Um menor suspeito, não identificado, foi levado para o Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil (Deoesp), onde prestou depoimento e foi liberado.
Outra bomba explodiu um dos sanitários da escola estadual Machado de Assis, em Vespasiano, próximo à capital. Nove estudantes foram ouvidos pela diretora da unidade, mas negaram participação no caso. Na escola municipal N.E.E.G, em Betim, a menos de 30 quilômetros de Belo Horizonte, também houve uma explosão. Dois menores foram presos pela Polícia Militar. No bairro São Domingos, periferia da capital, a PM prendeu o estudante da escola municipal Osvaldo Cruz, Alexandre Márcio de Jesus, de 19 anos. Ele tinha uma bomba. Na casa do rapaz, os policiais encontraram mais dois artefatos, além de pequena quantidade de pólvora.
Segundo o secretário Mauro Lopes, o objetivo da nova delegacia é garantir tranquilidade a pais, estudantes, professores e fucionários das escolas. Policiais civis disfarçados e infiltrados entre os estudantes farão um trabalho de identificação de gangues e coleta de informações sobre quem anda armado e sobre os autores de atentados. "Temos certeza que a maioria desses casos está relacionada ao tráfico de drogas nas escolas", comentou Lopes.

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