São Paulo, 08 (AE) - O relatório parcial sobre as investigações nas Administrações Regionais de Pirituba e da Lapa será lido amanhã à tarde, durante a sessão da CPI dos Fiscais. Segundo o vereador Milton Leite (PMDB), relator da comissão, o relatório seria concluído na noite de hoje. Ele tinha informado anteriormente que o documento seria entregue hoje.
A vereadora Maeli Vergniano (sem partido) pediu a anulação das investigações. A solicitação foi entregue na defesa apresentada à CPI pela vereadora, hoje à tarde. Os advogados de Maeli acusam o presidente da CPI, José Eduardo Martins Cardozo (PT) e Leite de imparcialidade, cerceamento de defesa e falta de isonomia no tratamento das testemunhas do processo contra a vereadora.
Segundo a defesa, foi ferido o princípio de isonomia porque as testemunhas de acusação foram intimadas, enquanto as de defesa foram apresentadas independentemente de intimação. O presidente da CPI também teria errado ao permitir que a imprensa lhe enviasse perguntas para testemunhas e acusados. A alegação foi que as perguntas devem ser feitas apenas pelas pessoas autorizadas pela lei.
A presença dos delegados de polícia e dos promotores do Ministério Público Estadual (MPE) teria intimidado as testemunhas. Nesse caso, o texto sugere que o fato pode ter gerado uma "tortura mental" para as testemunhas.
Cardozo também teria sido imparcial ao declarar à imprensa, no dia 23 do mês passado, que já havia provas suficientes para a cassação de Maeli. Além disso, Leite também teria errado ao declarar que o relatório parcial da CPI seria lido hoje e deveria propor a cassação da parlamentar.
Diante disso, os dois membros da comissão estariam impedidos de conduzir os trabalhos, o que justificaria o arquivamento. O pedido foi rejeitado pela comissão, hoje à noite. Cardozo afirmou que as alegações são improcedentes.
O vereador José Izar (PFL), acusado de ser o principal beneficiário de esquemas de cobrança de propinas na região da Lapa, não entregou sua defesa ontem. Segundo Leite, ficará valendo a defesa preliminar entregue pelo vereador, no dia 2.

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