Milosevic responsabiliza EUA e ONU por massacre de sérvios
Belgrado, 26 (AE-ANSA) - O presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, responsabilizou hoje (26) a administração americana e a ONU pelo massacre de 15 sérvios, cujos corpos foram encontrados numa fossa comum em Ugljare, zona de Kosovo sob controle dos Estados Unidos.
A informação foi divulgada pela agência Tanjug, que indicou que Milosevic se reuniu com os máximos dirigentes de seu governo para discutir a questão.
Segundo o governo iugoslavo, a fossa comum havia sido descoberta em 24 de julho, um dia depois da matança de Staro Gracko, onde 13 camponeses sérvios foram mortos por albaneses.
A Tanjug acrescentou que "o fato de o crime ter sido encoberto por um mês confirma que os norte-americanos pretegiam os criminosos, o que para as leis internacionais implica em cumplicidade no crime".
Milosevic disse que o massacre de sérvios é "uma estratégia que a Otan levou a cabo nos últimos meses; e é um crime que prossegue agora, sob o patrocínio da ONU".
Para Milosevic, "todos os passos dados até agora pelo governo dos Estados Unidos em Kosovo, especialmente fundando e organizando o terrorista ELK (Exército de Libertação de Kosovo), a organização do comércio de drogas e de armas na região, demonstram uma planejada, deliberada criminalização de toda a região e da Europa".
O presidente iugoslavo disse também que "a administração americana desenvolve em Kosovo uma indústria da morte, e a opinião pública americana e o mundo devem saber que em Kosovo está se organizando uma grande rede de narcotráfico para os mercados da Europa, Estados Unidos e Canadá".
Milosevic pediu ao Conselho de Segurança que a ação da ONU em Kosovo "esteja de verdade sob o patrocínio das Nações Unidas e sob seu controle. Caso contrário, o Conselho de Segurança demonstraria que os Estados Unidos se servem da palavra da ONU para proteger os terroristas do ELK e para esconderem uma grande violação dos direitos humanos e uma limpeza étnica".
O líder iugoslavo afirmou que "se a narcomáfia transformar-se numa camarilha de políticos corruptos, será mais forte do que as Nações Unidas e o mundo não terá futuro".





