Makhachkala, Rússia, 27 (AE-AP) - Os rebeldes muçulmanos que recentemente abandonaram a república autônoma do Daguestão não desistiram de sua luta por um Estado islâmico independente, informaram hoje chefes militares russos
No dia 7, os rebeldes atravessaram a fronteira da Chechênia e tomaram seis aldeias no vizinho Daguestão. Depois de vários bombardeios aéreos e ataques de artilharia realizados pelas forças russas e alguns enfrentamentos terrestres, os militantes se retiraram no início desta semana.
O chefe de tropas das forças armadas russas, general Anatoly Kvashnin, disse que "embora a primeira fase da luta contra os militantes tenha terminado, a Rússia espera que eles ataquem novamente".
"Sabemos que os bandidos planejam separar o Daguestão da Rússia e esperamos que agora eles tentem mudar sua tática para alcançar seu objetivo", disse Kvashnin, segundo a agência de notícias russa Interfax.
"As pessoas que invadiram o Daguestão armadas cometeram um grande engano", disse hoje o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, depois de visitar a cidade daguestane de Botlikh, onde a linha de frente russa está baseada.
Entretanto, Putin ele concordou que o fim do conflito ainda está distante, afirmando que os grupos de autodefesa do Daguestão devem manter suas armas "pelo tempo necessário", informou a Interfax.
Putin sobrevoou a área para averiguar os danos causados em várias aldeias, algumas delas totalmente destruídas pelo conflito. O governo alocou cerca de US$ 12,2 milhões para reconstruir a região.

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