Militares paraguaios desmentem novas demissões
Assunção, 25 (AE-AP) - O chefe do Gabinete Civil da Presidência do Paraguai, Juan Villamayor, desmentiu hoje (25) informações de que altos chefes militares, ligados à segurança do presidente Luiz González Macchi, teriam sido demitidos. Os rumores envolviam os nomes do chefe da Casa Militar, general Mario Gómez de la Fuente, e o chefe do regimento da Guarda Presidencial, coronel Víctor Groselle.
Os analistas dizem que Groselle é ligado ao ex-presidente Juan Carlos Wasmosy, a quem se atribui um grande poder dentro do governo, embora tenha deixado seu posto em agosto de 98. Segundo o jornal La Nación, Groselle também seria um "grande inimigo do general da reserva Lino Oviedo", atualmente exilado na Argentina. Caso seja confirmada a saída de Groselle, existem duas hipóteses para seu futuro: reserva ou substituição de Gómez de la Fuente à frente da Casa Militar.
O coronel Groselle obteve notoriedade em novembro de 1997. Nesta época, por ordens do então presidente Juan Carlos Wasmosy, invadiu a residência particular de Oviedo para cumprir uma ordem de prisão.
O presidente do Congresso, senador Juan Carlos Galaverna, disse hoje que o governo controla as atividades de Oviedo na Argentina. O general da reserva vive na Terra do Fogo. Segundo Galaverna, recentemente ele teria viajado até Buenos Aires para controle médico por conta de um implante capilar a que foi submetido há alguns meses.
Em ato assinado hoje, o presidente Macchi demitiu de seu posto o coronel Gustavo Piñeiro Saguier, chefe do estado maior do Primeiro Corpo do Exército. Ele já está à disposição da justiça militar por conta de seu possível envolvimento em uma tentativa de golpe militar no domingo.





