Rio - Os corpos dos soldados do Exército Juliard Claudino de Lima e Alex Sandro Pestana da Costa, mortos na explosão anteontem na Vila Militar, no Rio, foram enterrados ontem à tarde no cemitério de Edson Passos, na Baixada Fluminense. Além das honras militares, toque da corneta e salva de tiros, cerca de 150 colegas dos soldados cantaram o hino da Brigada Pára-quedista.
O corpo do primeiro-tenente de engenharia Univaldo de Mattos Ramos, que também morreu no acidente, será enterrado hoje, em Iguatemi, no Mato Grosso do Sul. Ele foi velado ontem no Rio, numa capela do Cemitério Militar, e será transportado em avião da Força Aérea.
Feridos - Os três militares morreram num acidente enquanto material explosivo era preparado para um treinamento. A explosão destruiu parcialmente uma sala do quartel do 1º Companhia de Engenharia Pára-Quedista, na Vila Militar de Deodoro, na zona norte do Rio. Outros 15 militares ficaram feridos. Até a noite de ontem a informação oficial era de 16 feridos, mas a lista trouxe 15 nomes. Um cabo e três soldados permanecem internados em estado grave no Hospital Central do Exército.
Um deles teve parte da perna direita amputada e outros têm fraturas expostas. Com graves queimaduras, o 3º sargento de infantaria Sérgio Monteiro de Araújo está internado no Hospital da Força Aérea do Galeão, na Ilha do Governador. Outros seis militares permanecem internados no Hospital da Guarnição da Vila Militar.
Ontem peritos do Exército voltaram a vistoriar o local. Feridos que tiveram alta e militares que estavam perto do local do acidente foram ouvidos no inquérito policial militar aberto para apurar as causas do acidente. Segundo o tenente-coronel Gerson Pinheiro Gomes, porta-voz do Comando Militar do Leste, há dúvidas se os militares manuseavam mesmo um petardo, um bloco de trinitrotolueno (TNT) . Ele disse que o oficial da Brigada Pára-Quedista responsável pela investigação trabalha com outras hipóteses, mas não quis divulgá-las.
No sepultamento, o comandante da 1º Companhia de Engenharia Pára-Quedista, general-de-brigada Luís Carlos Gomes Mattos, lamentou o acidente e afirmou que os fatos serão apurados com transparência.

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