Militares criticam empresários que pediram dissolução do Congresso
Quito, 22 (AE-AP) - As Forças Armadas do Equador fizeram um chamado à calma depois que empresários ameaçaram pedir ao governo para dissolver o Congresso caso este não aprove medidas econômicas de urgência.
Em uma carta enviada à presidência do legislativo, os empresários de Quito exigiram ontem que os deputados avaliem num prazo de duas semanas projetos econômicos do governo por serem "de vital importância para o presente e para o futuro econômico do país."
Eles advertiram que se o projetos não forem aprovados, a associação de classe solicitará ao governo que dissolva o Congresso por "desacato a suas obrigações de legislar".
Os deputados reagiram com um pronunciamento no qual afirmaram que "pretende-se atentar contra a ordem constitucional"; e as Forças Armadas fizeram um chamado para que se "respeite a democracia".
"Estamos todos conscientes de que deve-se respeitar e proteger o sistema democrático", disse o chefe do Comando Conjunto, Carlos Mendoza. Mas, ele reconheceu "o direito do cidadão de exigir que se tomem as ações necessárias para a superação da crise.





