Bogotá, 25 (AE-ANSA) - O governo colombiano anunciou nesta sexta-feira (25) que passará para a reserva sem juízo prévio os militares sobre os quais existam evidências concretas de qualquer classe de vínculos com os esquadrões paramilitares acusados de assassinar no ano passado 902 pessoas.
O ministro de Defesa, Luis Ramírez, aceitou hoje que podem existir vínculos de "baixo nível" entre membros das forças armadas colombianas e paramilitares, considerados esquadrões rurais da morte, envolvidos em 155 chacinas durante 1999.
Ramírez anunciou que o governo poderá desvincular sem prévia investigação os militares suspeitos de patrocinar ou criar grupos paramilitares de extrema direita, mas não deixou claro se estes serão levados a julgamento posteriormente.
Ante as novas denúncias sobre violações dos direitos humanos pelos esquadrões da morte, Ramírez reiterou que será criado um centro de coordenação nacional de luta contra as organizações paramilitares.
"O governo nacional quer enviar uma mensagem absolutamente clara e contundente de que frente às acusações de eventual participação de membros da Força Pública com grupos à margem da lei, iremos puni-los", disse Ramírez.

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