Militar admite plano para roubo de menores durante ditadura
Buenos Aires, 24 (AE-AP) - O tenente-general reformado Martín Balza, ex-chefe do Exército durante o regime militar, reconheceu pela primeira vez perante a Justiça que havia um plano sistemático para o sequestro de bebês nascidos no cativeiro.
Balza reconheceu ontem à noite que tudo que está relacionado com a investigação deste caso durante o período da ditadura (entre 1976 e 1982) indica que não se tratou de "atos esporádicos e isolados".
O depoimento de Balza foi feito perante o juiz Adolfo Bagnasco, que investiga o caso de roubo de bebês em cárceres clandestinos da época e tenta provar que os militares planejaram esse tipo de ação de forma sistemática.
Segundo Balza, o roubo de menores "foi determinado por uma autoridade com alto poder de decisão" do Comando da Zona 4. Com o intuito de detectar os responsáveis pelo plano, o juiz já processou uma dezena de ex-repressores de alto escalão, que estão em prisão domiciliar por terem mais de 70 anos.





