Islamabad, 03 (AE-AP) - O Paquistão libertou nesta quinta-feira (03) um piloto de caça indiano anteriormente considerado prisioneiro de guerra, esperando que a gentileza impulsione conversações para encerrar um perigoso conflito entre as duas potências nucleares.
O primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif disse que libertação do tenente Nachiketa, cujo MiG caiu em combate pela disputada região da Caxemira na semana passada, foi uma demonstração de "boa vontade".
"Em minha opinião, potências nucleares nunca deveriam ficar em estágio de confrontação", expressou Sharif. "Nós queremos evitar qualquer escalada e resolver a situação. Nós esperamos que a Índia não permita que a situação piore e empurre a região ao caos e ao conflito.
No mês passado, a Índia lançou uma grande operação militar para expulsar guerrilheiros islâmicos entrincheirados nos picos do Himalaia na parte da Caxemira controlada pela Índia, acusando soldados paquistaneses de participarem da insurgência. O governo do Paquistão nega as acusações.
Desde o início das operações indianas no mês passado, suas forças trocaram artilharia pesada com soldados paquistaneses ao longo da Linha de Controle - uma linha de cessar-fogo que é o legado de duas guerras entre os países vizinhos para assumir o controle da região.
Nesta quinta-feira, aviões da força aérea indiana atacaram bunkers na Caxemira incrustrados no Himalaia, enquanto tropas terrestres lutavam para afastar guerrilheiros islâmicos que tomaram os picos da montanha no mês passado.
No nono dia de ataques aéreos, dois oficiais indianos foram mortos em combates ocorridos em montanhas nevadas dentro do território indiano, disse o brigadeiro Mohan Bhandari, um porta-voz do exército. Entre estes, está o tenente-coronel R. Viswanathan, o mais alto oficial militar morto até o momento.
Em Nova Délhi, uma bomba colocada dentro de uma sacola explodiu perto de uma delegacia situada em uma movimentada rua da capital indiana, ferindo pelo menos 30 pessoas.

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