Dili, Indonésia, 28 (AE-AP) - Prometendo manter sua luta para continuar parte da Indonésia, milicianos antiindependência rejeitaram hoje (28) os planos para um referendo sobre o futuro de Timor Leste e advertiram a ONU - que supervisiona as conversações sobre o território - para que não se intrometa em assuntos internos.
A milícia, responsabilizada pelo ressurgimento da violência na ex-colônia portuguesa, também se recusou a dizer se obedecerá um pedido feito pelo Exército indonésio para entregar suas armas antes do referendo.
Ontem, o presidente B.J. Habibie anunciou planos para realizar o referendo em 8 de agosto. O voto decidirá por independência ou autonomia para o Timor Leste 24 anos depois de sua invasão pela Indonésia.
Os milicianos justificam sua oposição ao referendo afirmando que ele poderá provocar um aumento nos conflitos entre os lados opostos da questão da independência.
A violência vem aumentando neste ano em Timor depos que a Indonésia aventou com a possibilidader de conceder independência ao território.
"Lutaremos contra todos que tentar nos forçar a aceitar sua opinião", ameaçou John Estevan Soares, um líder pró-Indonésia. "A ONU deverá assumir as consequências se as coisas derem errado".

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