Milhares vão às ruas do Rio para ver o pontífice
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quinta-feira, 02 de outubro de 1997
Agência Estado Rio 
Milhares de pessoas se concentraram ao longo do trajeto percorrido pelo papa João Paulo 2º, no papamóvel, no centro do Rio. O papa não parou na Igreja da Candelária, onde oito crianças da Pastoral dos Menores soltaram balões brancos e Ricardo Dutra, sobrevivente da chacina da Candelária, como ficou conhecido o assassinato de oito menores de rua em 1993, soltou uma pomba branca.
Às 16 horas, o comandante do 5ª Batalhão da Polícia Militar (BPM), coronel Pedro Patrício Filho, calculava a presença de aproximadamente 20 mil pessoas nas ruas do centro. Ele esperava mais: Pensei que haveria um número maior, de 50 mil, 60 mil pessoas, mas falhei na minha previsão otimista, disse o coronel.
Às 14 horas, o público já disputava os melhores lugares nas avenidas por onde iria passar João Paulo 2º. Estou brigando para não tomarem meu lugar, brincou o frade fransciscano Dinomar Alves, que pretendia fotografar o papa da Candelária, ponto de maior aglomeração.
O Sindicato dos Policiais Civis, em campanha salarial, também ergueu uma faixa em frente à Igreja da Candelária, sem conseguir chamar a atenção. Os católicos que chegaram mais cedo foram os do Rio de Janeiro e Niterói, de onde veio um grupo da Paróquia São Judas Tadeu com ramos para saudar João Paulo 2º - referência à recepção que teve Jesus Cristo, quando entrou em Jerusalém, segundo a Bíblia.
Com o número menor do que o esperado, não houve tumultos à tarde entre o público que se espalhou pela Avenida Antônio Carlos, na saída do Aeroporto Santos Dumont, à sede dos Correios, na Avenida Presidente Vargas, por onde passou o papamóvel. Quando entrou em funcionamento o esquema de trânsito alternativo para a passagem de João Paulo 2º, a partir das 16 horas, um guarda de trânsito da Avenida Rio Branco, sem saber que a sincronia dos semáforos havia mudado, passou a orientar o trânsito sozinho e causou lentidão no tráfego. O incidente durou apenas cinco minutos. O movimento nas rodovias foi normal, segundo as polícias rodoviárias Federal e Estadual. Na rodoviária, a única alteração era a chegada dos 1,5 mil romeiros esperados até hoje, que vão se hospedar em casas de famílias católicas.


