Milhares prestam homenagens no Dia de Finados
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domingo, 03 de novembro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local 
Londrina Milhares de londrinenses aproveitaram o sábado ensolarado e de temperatura amena para homenagear os seus entes queridos no Dia de Finados. Segundo estimativa da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), 200 mil pessoas passariam pelos 13 cemitérios municipais de Londrina - cinco na área urbana e oito nos distritos.
O movimento foi grande desde as primeiras horas da manhã. Missas foram celebradas também nos principais cemitérios. O monsenhor Bernardo Carmel Garfá dirigiu a celebração no Cemitério Parque das Oliveiras, na região leste, e explicou que o Finados é o dia de relembrar o sacrifício de Cristo, que morreu na cruz pela humanidade. "É um dia para lembrar coisas boas e de demonstrar a nossa gratidão pelos que já faleceram e pedir a gratidão de Deus por eles", frisou.
Para a dona de casa Gislaine Lepri Tavares, o Finados é um dia de muita oração pelos entes queridos. "Uma data de lembranças também e de rezar, já que eles continuam em nossos corações", apontou Gislaine, que foi visitar o túmulo do cunhado.
No cemitério São Pedro, no centro, o movimento também foi intenso. A aposentada Rosemary Freitas, 57 anos, foi prestar homenagens ao pai, aos avós e à mãe, que faleceu em fevereiro deste ano. "Eu procuro não ficar triste, porque também não adianta. Prefiro lembrar das coisas boas que vivemos juntos e das alegrias", aconselha.
Agentes de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) trabalharam na orientação dos motoristas e interditaram parcialmente algumas vias, como a Avenida JK e a Saul Elkind, em frente ao Cemitério Jardim da Saudade (zona norte), o maior da cidade, para garantir segurança aos pedestres. A Guarda Municipal auxiliou também no patrulhamento próximo aos cemitérios com 190 guardas que ainda realizam o curso de formação.
O trabalho também foi intenso para os vendedores de flores e velas. Oswaldo Hayashi, 61 anos, instalou duas barracas em frente ao cemitério São Pedro. Segundo ele, a venda na sexta-feira foi fraca, mas estava mais esperançoso ontem. "Paguei duas diárias no valor de R$ 70 e espero vender todos os 200 vasos que trouxe para não sair no prejuízo", destacou.
Servidores da Acesf e 80 voluntários orientaram os visitantes nas entradas de todos os cemitérios a deixarem do lado de fora as embalagens plásticas dos vasos e das velas. Flores artificiais também não eram permitidas. "Sou voluntários há vários anos e acho que a comunidade tem que colaborar mesmo. Venho com o maior prazer", ressaltou o motorista aposentado Manoel Nogueira, 68 anos, que trabalhou na entrada principal do São Pedro recolhendo as embalagens plásticas. "As pessoas têm colaborado", garantiu.
A maior preocupação da Acesf era com o acúmulo de embalagens, que poderia agravar os riscos de uma epidemia de dengue neste período de chuvas e calor. "Durante todo o dia já fomos recolhendo os resíduos e a partir de segunda-feira vamos intensificar a limpeza dos cemitérios", explicou a superintende da Acesf, Sonia Gimenez. De acordo com ela, serão necessárias pelo menos duas semanas para recolher cerca de 10 mil toneladas nos cemitérios urbanos de vasos, terra, flores e restos de velas.


