Caracas - Centenas de milhares de venezuelanos pediram ontem a renúncia do presidente Hugo Chávez ou a convocação de eleições antecipadas durante a ''Grande Marcha da Vitória'', em Caracas, que foi convocada pela oposição.
A manifestação partiu de diversos pontos da cidade e se concentrou na Avenida Victoria (sul de Caracas), onde foi realizado um ato de encerramento.
''Devemos manter a luta pelo regime de liberdades, a democracia, pela união. Nenhum passo atrás'', afirmou o líder da oposição Carlos Ortega, diante de centenas de milhares de manifestantes, que carregavam bandeiras e gritavam frases contra Chávez. Manifestantes portavam cartazes até contra o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que manifestou simpatia a Chávez.
Ortega lembrou que a greve geral, que neste domingo completou 28 dias, será reforçada com o pedido da oposição para que a população participe de uma ''desobediência civil'', contemplada no artigo 350 da Constituição, que pretende não reconhecer de maneira generalizada o governo de Chávez.
Chávez pediu ontem que seus seguidores defendam o país daqueles que ''atentam'' contra a democracia e que tentam prejudicar os trabalhos da estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) com a greve.
''Peço aos venezuelanos que mais uma vez saiam às ruas, em todas as partes, para defender a pátria, a PDVSA, as instituições do Estado'', afirmou o presidente.

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