Milhares assistem missa de abertura da JMJ
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terça-feira, 23 de julho de 2013
Luciana Nunes Leal e Antonio Pita<br>Agência Estado 
Rio - Com a chegada da cruz peregrina e do ícone de Nossa Senhora, às 18h25, no palco montado na praia de Copacabana, foi aberta oficialmente a Jornada Mundial da Juventude, que vai até 28 de julho. No palco, bispos de vários países receberam os símbolos da jornada, antes da missa de abertura, celebrada pelo arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta. Os cardeais ficaram no lado direito do palco, vestidos com trajes especiais.
Pelo menos 100 mil fiéis acompanharam a celebração. A polícia informou que não foi registrada nenhuma ocorrência importante. Cerca de 30 atendimentos médicos foram realizados em cada um dos oito postos médicos. Em cada um há cerca de 15 médicos e dez a 15 ambulâncias. A maioria das vítimas passou mal por conta da alimentação inadequada ao longo do dia.
"Estou muito feliz por estar aqui, e quando a gente encontra outros conterrâneos fazemos ainda mais festa. Nosso grupo anda de mãos dadas, como aprendemos no carnaval de Salvador", contou Flávia Xavier, de 24 anos, que viajou da cidade baiana de Eunápolis para o Rio em um grupo de 25 peregrinos.
A administradora Erica Ramos, 40 anos, moradora de Copacabana, teve problemas para ir de metrô da estação Carioca, no centro, até a Cardeal Arcoverde, em Copacabana, na zona sul. "A volta para casa foi um caos, pois as empresas liberaram os funcionários no mesmo horário previsto para começar o evento. O metrô estava superlotado. Para quem mora aqui é complicado", afirmou.
O arcebispo do Rio iniciou a celebração por volta das 19h30 com as boas-vindas aos peregrinos. "Essa cidade maravilhosa tornou-se ainda mais bela com a presença de vocês", afirmou. Ele ainda saudou o papa emérito Bento 16 e foi aplaudido. "Sabemos que ele nos segue com a oração e acompanha-nos pelos meios de comunicação. A ele nossa saudação afetuosa". Em coro, o público cantou o Hino de Louvor Glória.
Aparecida
A primeira homilia do papa Francisco no Brasil será sobre o primeiro milagre atribuído a Jesus, que teria transformado água em vinho no episódio das bodas de Caná, festa de casamento que teve a presença de Cristo, Maria e dos apóstolos. O evangelho compõe a liturgia especial escolhida para a missa de hoje, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo. Na prática, serão os mesmo textos adotados na festa da padroeira do Brasil, em 12 de outubro. A expectativa é de que o pontífice discorra sobre o tema por cerca de dez minutos, com direito a sermão em português e os já tradicionais improvisos.
Quando chegar ao santuário, na manhã de hoje, o papa terá um encontro intimista com a imagem original da santa, encontrada no Rio Paraíba, em 1717.


