Porto Alegre, 15 (AE) - Cerca de mil famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram, na madrugada de hoje, a fazenda Rubira, em Piratini, na região sul do Rio Grande do Sul. "Mais do que ficar dando resposta para Jungmann (ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann) fizemos esta ação porque o processo de reforma agrária não avança", afirmou o líder do MST no Estado, Augusto Olsson.
A fazenda tem 2.200 hectares e foi ocupada pela segunda vez, a primeira em março de 1998. O MST quer o assentamento de 2.500 famílias no RS. É a segunda ocupação de terra do movimento desde o começo do governo Olívio Dutra (PT). Em 28 de fevereiro cerca de 1.300 famílias invadiram um terreno da companhia elétrica Gerasul, em Catuípe, na região noroeste.
O MST fez outras duas invasões aos edifícios do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério da Fazenda nos dias 2 e 3.Os dois prédios foram desocupados dia 5.
Índios - Na madrugada de ontem (14) mais de 400 descendentes de índios caingangues ocuparam uma área que abrange três municípios na região central do RS. Eles reivindicam 45 mil hectares para as famílias de origem indígena. Os caingangues afirmam que a terra pertencia a seus ancestrais e há quase três anos pedem que seja demarcada pela Fundação Nacional do Índio (Funai).
A Funai encomendou um estudo antropológico da região para avaliar a presença da tribo no local. O administrador regional da Funai, Glênio Alvarez, disse que o trabalho foi concluído em fevereiro e o relatório enviado à sede da entidade, em Brasília. "Ainda não houve análise."

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