Roma - O novo tremor de terra de 4,3 graus Richter levou pânico ontem a várias localidades próximas ao vulcão siciliano Etna, que está em erupção há três dias. Mil pessoas ficaram sem abrigo.
Em Santa Venerina, município de 6.600 habitantes que fica à beira do vulcão, centenas de casas ficaram destruídas devido ao tremor. O quartel de carabineiros do local acabou igualmente destruído. As autoridades regionais e o responsável nacional do serviço de Defesa Civil, Guido Bertolaso, estão avaliando os prejuízos causados pelo tremor.
Em Acireale, outro município maior, situado do lado leste do Etna, as autoridades levaram os afetados a hotéis, e vários idosos foram hospitalizados após o pânico causado pelo tremor. O sismo, registrado às 11h02 (07h02 de Brasília), foi sentido principalmente em Zafferana Etnea e Giarre, onde a população abandonou as casas. As autoridades decidiram fechar as escolas por dois dias.
O epicentro do tremor foi localizado pelos especialistas do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanología a dois quilômetros a nordeste de Milo. Segundo os sismógrafos, o tremor não está ligado à atividade eruptiva do Etna, já que o epicentro foi localizado a uma profundidade de 9 quilômetros, e muito longe da cratera do vulcão.
Este foi o mais forte tremor registrado até agora, desde que o início da erupção do vulcão na madrugada de domingo. Foi seguido de outros dois tremores relativamente fortes, às 07H56 de Brasília, de 3,6 graus Richter, e o segundo às 08H02 de Brasília, de 4 graus.
O ministro italiano de Assuntos Europeus, Rocco Buttiglione, convocou uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para a noite de ontem para analisar a situação do Etna, o vulcão mais alto da Europa.

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