Curitiba, 18 (AE) - A coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, disse que entre os motivos que levaram São Paulo a ter aumento na mortalidade infantil estão a migração e a falta de qualidade, acesso e humanização do sistema de saúde. "É preciso concentração de esforços nos bolsões de miséria", sugeriu.
Segundo ela, a migração é uma "tristeza" para a pastoral. "A pessoa não tem onde morar, falta emprego, falta educação", lamentou. Além disso, as crianças são colocadas em situações desumanas, sem condições de saneamento e sem orientação sobre o que se deve fazer. Ela disse que esteve em uma favela e ficou "horrorizada". "Uma criança estava com pneumonia e a mãe não sabia o que fazer", afirmou. "É preciso investir para se ter acesso, qualidade e humanização da saúde", disse.
A Pastoral da Criança deverá enviar correspondência para todos os municípios em que foi observado aumento na mortalidade infantil sugerindo ações .

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