Microcefalia tem 1.687 casos confirmados
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quarta-feira, 13 de julho de 2016
Reportagem Local 
Brasília - Novo boletim do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (13), aponta que, até 9 de julho, já foi concluída a investigação de 63% (5.309) dos 8.451 casos suspeitos de microcefalia notificados à pasta desde o início das investigações, em outubro de 2015. Do total investigado, 1.687 casos foram confirmados como de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Outros 3.622 foram descartados por apresentarem exames normais, ou por apresentarem microcefalia ou má-formações confirmadas por causas não infecciosas. Também foram descartados por não se enquadrarem na definição de caso. Permanecem em investigação, pelo Ministério da Saúde e pelos Estados, 3.142 casos suspeitos de microcefalia em todo o País.
Do total de casos confirmados (1.687), 266 tiveram confirmação por critério laboratorial específico para o vírus da zika. O Ministério da Saúde, no entanto, ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia. Os 1.687casos confirmados em todo o Brasil ocorreram em 592 municípios, localizados em todas as unidades da federação e no Distrito Federal.
Em relação aos óbitos, no mesmo período, foram registrados 351 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto) no País. Isso representa 4,2% do total de casos notificados. Destes, 102 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 190 continuam em investigação e 59 foram descartados.


