Um micro-ônibus do transporte coletivo foi incendiado no Jardim Santa Joana, zona sul de Londrina, durante a madrugada de ontem. O veículo que fazia a linha 226 – Jardim Cristal, retornava com destino ao centro quando foi alvo da ação criminosa, por volta das 5 horas. O motorista, que preferiu não se identificar, contou que uma mulher no ponto de ônibus sinalizou para embarcar. "Quando parei, ela correu. Três homens armados que estavam escondidos perto de um caminhão caçamba estacionado perto do ponto entraram no ônibus. Eles disseram que iam colocar fogo em tudo em resposta aos presos oprimidos da PEL [Penitenciária Estadual de Londrina]", afirmou.
Os rapazes estavam com os rostos cobertos por camisetas. O trio mandou que o motorista descesse e espalhou um líquido inflamável pelo veículo. O micro-ônibus ficou destruído. "Eu corri o máximo que pude até conseguir ligar para alguém da empresa", comentou o motorista. Não havia passageiros no veículo e ninguém ficou ferido.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e policiais civis e militares estiveram no local. O perito do Instituto de Criminalística, Rafael Greve, destacou que os indícios apontam que o fogo teve início em vários pontos do veículo simultaneamente. As chamas atingiram árvores e fios de telefone, comprometendo o serviço na região. "Nós acordamos com o barulho e o estrondo. Parecia que o fogo estava invadindo a casa. Só depois a gente conseguiu entender o que tinha acontecido", relatou uma moradora.
Em menos de 20 dias, esta foi a segunda vez que um veículo do transporte coletivo foi alvo de criminosos na Rua Aristides Simões. De acordo com o gerente da empresa Londrisul, Marildo Teixeira, no dia 6 de outubro, quando começou a rebelião na unidade 2 da PEL, populares apedrejaram um micro-ônibus da mesma linha e espalharam etanol, mas foram contidos por outro grupo que estava no local. "Isso aconteceu no ponto de ônibus anterior. Cinco pessoas invadiram o veículo. O outro motorista e os passageiros foram obrigados a descer", lembrou Teixeira. O prejuízo resultante da ação de ontem é estimado em R$ 200 mil. Até o final da manhã, a Polícia Civil ainda não havia identificado os autores do crime.

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