Micro e pequenas: Faturamento do setor cresce 8,3% em julho
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terça-feira, 14 de setembro de 1999
por Regina Silva 
São Paulo, 15 (AE) - As micro e pequenas empresas paulistas apresentaram ligeira recuperação dos negócios em julho deste ano, sendo que, em média, o faturamento apresentou uma elevação de 8,3% em relação ao mês anterior, apesar das turbulências mais recentes dos ambientes político e econômico nacional, segundo dados da Pesquisa de Conjuntura das Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Pecompe).
A melhoria do desempenho do comércio, que registrou alta de 13,2% e da indústria (+4,3%) foram os principais responsáveis por este índice positivo, enquanto nos serviços houve queda de -3,6%. Apesar da melhoria verificada na maioria das pequenas empresas paulistas no mês de julho, o faturamento acumulado entre janeiro e julho/99 está abaixo do verificado no mesmo período do ano anterior: - 8,7%.
Segundo a pesquisa, realizada todos os meses pelo Sebrae-SP, em parceria com a Fundação Seade, com duas mil micro e pequenas empresas paulistas, outro dado positivo, que reflete a conjuntura até julho/99, foi a estabilidade do pessoal ocupado. Em média, a variação nas micro e pequenas empresas (MPEs) foi de 0,5% com relação ao mês anterior. E, ao contrário do item faturamento, de janeiro-julho/99 o nível de pessoal ocupado foi 2% superior ao mesmo período de 98.
Os gastos com salários também apresentaram variação positiva em relação a junho: 1,5%, porém no acumulado do ano verifica-se uma queda de 5,1%, com relação a janeiro-julho/98.
As empresas localizadas no interior de São Paulo foram as que registraram maiores aumentos de faturamento (9,3%), pessoal ocupado (1,2%) e gastos com salários (2,6%) no mês de julho/99.
De acordo com análise do gerente de Pesquisas Econômicas do Sebrae-SP, Marco Aurélio Bedê, o dólar mais caro vai favorecer a produção de produtos nacionais, em especial aqueles destinados à substituição dos importados e aqueles voltados às exportações.
Outro ponto positivo que pode incrementar a recuperação dos negócios é a demanda interna. O consumo deve continuar crescendo até o final do ano, apesar de muito lentamente, devido as altas taxas de desemprego, menor poder de compra dos salários
por conta da alta da inflação e pelo crédito ainda caro. "Com a pressão dos custos e lenta recuperação do consumo, o momento é de cautela. Recomendamos aos empresários um controle seletivo e rigoroso dos custos financeiros e de compromissos com os bancos. Além disso, seria interessante substituir importadores por fornecedores internos, diminuir custos com combustíveis e racionalizar rotinas operacionais", alerta Bedê.


