Curitiba - O ex-delegado geral da Polícia Civil, Marcus Vinícius Michelotto, deve ser solto até o final da manhã de hoje. O prazo para que ele ficasse preso temporariamente, após a operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) era de cinco dias e terminou, segundo a Polícia Civil, à meia-noite de hoje.
De acordo com um dos advogados de defesa de Michelotto, Rodrigo Sánchez Rios, um pedido foi feito para a prorrogação da prisão temporária por mais cinco dias, mas a Justiça indeferiu o pedido. "Agora aguardamos uma posição do Gaeco para a soltura dele", diz o advogado. Ainda não se sabe qual o horário de soltura de Michelotto, que está preso no Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) da Polícia Civil.
O Ministério Público (MP) do Paraná informou que não vai se pronunciar sobre o assunto porque a investigação sobre Michelotto corre em segredo de Justiça.

Prisão
Michelotto e outros três membros da Polícia Civil foram presos no dia 10, acusados pelo Gaeco de envolvimento em esquemas de jogos de azar. Michelotto é suspeito de cometer os crimes de formação de quadrilha, prevaricação e corrupção ativa e passiva. A acusação envolve o caso conhecido como mansão-cassino. Em janeiro de 2012, quatro policiais civis estouraram, sem mandado judicial, uma mansão no bairro Parolin, em Curitiba, onde eram mantidos jogos de azar, como caça-níqueis.

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