MG também terá direito à antecipação de recursos da Lei Kandir
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Por Gerson Camarotti 
Brasília, 16 (AE) - O líder do PMDB na Câmara, deputado Geddel Vieira Lima (BA), disse hoje que a equipe econômica irá reavaliar a medida provisória que antecipará para os Estados R$ 800 milhões em compensações da lei Kandir para incluir os governos inadimplentes. O novo texto da MP irá beneficiar principalmente o Estado de Minas Gerais, que está em moratória desde janeiro. "Isso mostra que o governo está com boa vontade e busca o entendimento", disse Geddel, que esteve na segunda-feira com o presidente Fernando Henrique Cardoso.
Segundo o líder peemedebista, o Planalto está aberto ao diálogo. "Continuamos preocupados em manter o entendimento", disse Geddel. Segundo ele, os técnicos do governo estão dispostos a receber a equipe de Minas sem pré-condição. A disposição do governo federal em reabrir o diálogo e a publicação da MP incluindo Minas Gerais e outros estados inadimplentes na antecipação da Lei Kandir serão usadas amanhã (17) pelo deputado Geddel Vieira Lima para apagar os focos de incêndio dentro da bancada. Isso porque alguns parlamentares estão dispostos a apoiar a posição de Itamar que pediu na semana passada para a bancada não votar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Para Geddel, a votação da CPMF não está mais em discussão entre os deputados peemedebistas. "É legítimo o governador fazer campanha", disse o parlamentar baiano. Mas para ele, o esforço de Itamar será inútil. "Vamos aguardar o resultado do painel", declarou Geddel argumentado que o PMDB votará majoritariamente com o governo em relação à CPMF. "Não existe nenhuma justificativa para as pessoas mudarem o voto em apenas uma semana", argumentou.
Críticas - Em relação ao posicionamento do presidente Fernando Henrique de priorizar a reforma política em detrimento da reforma tributária, Geddel foi enfático: "A reforma política é secundária em comparação com a tributária", disse Geddel, reforçando o discurso crítico do PMDB em relação ao governo. Para ele, a missão do Congresso acaba quando concluir a CPMF - último ponto do ajuste fiscal. "Agora o governo Fernando Henrique Cardoso precisa mostrar mais ação do Executivo e ser menos congressual", disse.


