MG registra sétima morte desde dezembro
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sábado, 10 de janeiro de 1998
Agência Estado Belo Horizonte 
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas gerais registrou ontem a sétima morte em razão das chuvas no Estado, desde o início de dezembro. A menina Natália de Souza Leite, de 7 anos, estava desaparecida desde quinta-feira, quando, durante uma tempestade, foi levada pelas águas do córrego Maracujá, em Cachoeira do Campo, próximo a Ouro Preto (MG). Soldados do Corpo de Bombeiros encontraram o corpo da menina no final da tarde. Do total de mortos até o momento, cinco eram moradores da região metropolitana de Belo Horizonte, onde as chuvas voltaram a provocar estragos, também ontem. Segundo a Polícia Militar, um barracão desabou no bairro Vila do Índio, zona norte, mas não houve vítimas. O 5º Distrito de Meterologia informou que o mau tempo deve continuar, na maior parte de Minas, durante todo o fim de semana.
São Paulo Uma chuva semelhante à que atingiu, na quinta-feira, algumas regiões do Rio, teria um efeito catastrófico em São Paulo. Segundo o diretor da Bacia do Alto Tietê do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), engenheiro Jorge Simão, os índices pluviométricos de 184 milímetros, registrados em cerca de seis horas de chuva no bairro de Jacarepaguá, no Rio, são suficientes para causar estragos em qualquer localidade. As chuvas que caíram na semana passada em São Paulo - provocadas pela mesma frente fria que causou a enxurrada no Rio - fizeram cair cerca de 50 milímetros de água nos postos de Santo André e São Bernardo, na região do ABC. Se esse índice tivesse ocorrido em toda a cidade sofreríamos com enormes consequências, explicou Simão.


