MG poderá pagar mais credores com fim dos bloqueios,diz Dupeyrat
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terça-feira, 06 de abril de 1999
por Renato Andrade 
Belo Horizonte, 7 (AE)- O secretário da Fazenda de Minas Gerais, Alexandre Dupeyrat, disse hoje cedo, durante entrevista ao programa Bom Dia Minas, na Rede Globo, que o governo poderá ampliar a escala de pagamento para seus credores - inscritos no montante da dívida flutuante do Estado - caso o governo federal suspenda os bloqueios de repasses de recursos para Minas. "Realisticamente esta possibilidade existirá se o governo federal acabar com as represálias que vem adotando contra o estado de Minas Gerais", disse. Caso esta ação fosse tomada, Dupeyrat insiste que uma parcela "substancial" da dívida poderia ser quitada ainda este ano.
Na entrevista, o secretário explicou os critérios adotados pelo governo mineiro para definir o escalonamento do pagamento dos credores inscritos na dívida flutuante. Ontem pela manhã, Dupeyrat - junto com o governador de Minas, Itamar Franco - anunciou que dentro dos próximos 90 dias o governo pretende quitar um débito de R$ 8,864 milhões junto a cerca de 34 mil pequenos credores do Estado. Até o final do ano o governo pretende quitar os débitos junto a outros 14 mil credores, totalizando um montante de R$ 39 milhões. Ficariam para o próximo ano aproximadamente 1.625 credores que responde por pouco mais de R$ 300 milhões em débitos do Estado.
Hoje cedo, no entanto, Dupeyrat ressaltou que grande parte destes débitos que ficarão para serem acertados no ano que vem são créditos intra-governamentais, ou seja, entre empresas públicas e a administração direta. O secretário no entanto não precisou qual é a parcela dentro do montante total da dívida flutuante que cabe a estes créditos intra-governamentais. Dupeyrat garantiu apenas que o governo fará um levantamento global para criar um sistema de compensação.
Dupeyrat lamentou que o governo federal não queira enfrentar com "seriedade" o questionamento apresentado por Itamar Franco ontem, de que Minas teria a receber mais de R$ 19 bilhões referentes a débitos de previdência e de obras de manutenção de estradas federais no Estado. Segundo o secretário a União pretende assumir uma "postura de submissão" que envolveria, primeiramente, "tolher as administrações estaduais e municipais" para que sejam cumpridos os pagamentos de débitos aos credores internacionais.


