Londrina – O clínico geral Vinicius Fernandes de Souza, de 36 anos, não consegue esquecer o que aconteceu na última sexta-feira. Ele viu o pai morrer bem diante de seus olhos em um leito hospitalar.
Vinicius é um dos três filhos do aposentado Brandino Fernandes de Souza, de 67 anos. O idoso começou a passar mal durante a madrugada e foi levado no início da manhã ao Hospital São Rafael.
"Minha mãe começou a preencher o prontuário às 7h30, eu estava deixando meu plantão médico em Apucarana. Quando chegava a Rolândia, às 8h09, ela liga informando que meu pai ainda não havia sido atendido por ninguém. Às 8h19 meu telefone toca de novo e ela avisa que meu pai caiu desmaiado na recepção", contou.
Souza ajudou no trabalho de reanimação do pai, mas foi em vão.
De acordo com a família, o aposentado estava com quadro clínico de hipertensão aguda e não foi avaliado por ninguém do corpo clínico do hospital. "Para um profissional da área, estava escrito na testa dele que estava enfartando", apontou.
Souza diz que nenhum procedimento preestabelecido pelas normas médicas foi adotado. "O fluxo de atendimento em qualquer lugar do mundo aponta que o paciente com dor torácica tem que ser avaliado, realizado um eletrocardiograma, receitada medicação, oferecimento de oxigênio. Nada disso foi realizado, meu pai não foi visto pelo médico, sequer pela enfermeira. Eles cometeram vários erros."
A família da vítima promete processar o Hospital São Rafael. "Nada vai trazer meu pai de volta. Nossa intenção é evitar que outras pessoas sejam vítimas de negligência", afirmou.

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