Meu coração acelerava e a pressão abaixava
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domingo, 07 de junho de 2009
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
Aos 13 anos, Karina de Fátima Boranga, hoje com 25 anos, teve o primeiro episódio de arritmia. Durante uma aula de educação física sentiu o coração muito mais acelerado do que normalmente sentia. ''Levei um susto, mas sentei e passou rapidinho'', lembra. O que ela não esperava era que as crises esporádicas fossem se tornar frequentes com o passar do tempo.
Foram anos até que a arritmia fosse diagnosticada, justamente pela falta de investigação. Ela conta que na adolescência não tinha o hábito de tomar café da manhã, e, como as crises apareciam com esforço físico, ela e alguns médicos que consultou acreditavam que a falta de alimentação era a razão para os episódios de pressão baixa. ''Sempre que eu me deitava com as pernas para cima, melhorava''. Mas, em uma das vezes, chegou a desmaiar no posto de saúde para onde foi levada.
Uma investigação mais apurada apontou, quando ela já tinha 17 anos, a arritmia, e ela passou a conviver com o problema. Mas, há cerca de um ano, as crises passaram a se agravar, mesmo com o uso de medicamentos, e os episódios que costumavam acontecer duas a três vezes por ano passaram a ser duas a três vezes por mês, sem qualquer relação com atividade física. ''Aí, já não adiantava sentar ou deitar e esperar passar. Teve uma vez que fiquei quatro horas esperando passar. Meu coração acelerava, a pressão baixava, eu tinha dor de cabeça, e mesmo depois que o episódio passava, ficava com uma sensação ruim o dia todo'', lembra.
Tudo isso passou a atrapalhar o desempenho profissional e a vida social de Karina. Ainda mais porque o prognóstico era usar medicamento pelo resto da vida e possivelmente em doses cada vez maiores.
Em abril desse ano, a jovem passou pelo tratamento de ablação por radiofrequência, procedimento cirúrgico para cauterizar os focos de arritmia. Agora, se em um período de três meses não tiver mais crises, poderá se considerar curada. ''Foi ótimo e um alívio, porque vai me 'libertar' do uso de remédio. Não queria ficar o resto da vida dependendo de medicamento'', afirma.


