Metroviários discutem greve
São Paulo, 15 (AE) - O Sindicato dos Metroviários deve propor amanhã (16) à noite, em assembléia, greve de 72 horas como forma de pressionar o governo do Estado a pagar a cada um dos 7.400 funcionários R$ 500,00 referentes à antecipação do Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Ontem (14), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a suspensão do pagamento. Onofre de Jesus, diretor do sindicato, informou que, apesar de a categoria debater outras formas de represália, como atuar com catracas livres e fazer operação-tartaruga, a greve tem maior chance de aprovação. A paralisação, se aceita, deve começar terça-feira.
"Não queremos greve, queremos conversar", diz ele, que espera renegociar com o Metrô antes do protesto.
Os metroviários tiveram direito à participação nos lucros em 97 e 98. Este ano, o governo diz não poder arcar com os gastos, por causa de déficit de R$ 25 milhões. O não-pagamento de parcela do PLR motivou a greve dia 9, que prejudicou 2,3 milhões de pessoas.
Trens - O Sindicato dos Ferroviários decidiu parar, por 48 horas, os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a partir de segunda-feira, o que deve prejudicar 1 milhão de passageiros. O objetivo da greve também é forçar o pagamento do PLR. Quatro das seis linhas da CPTM devem ser afetadas: Linha A, Luz-Jundiaí; Linha D, Luz-Paranapiacaba; Linha E, Brás-Mogi das Cruzes; e Linha F, Brás-Calmon Viana. A CPTM informou que não foi comunicada e não se vai pronunciar.





