São Paulo - Os metroviários de São Paulo decidiram ontem voltar ao trabalho, depois de dois dias de paralisação e de ter sido registrada a maior marca de congestionamento deste ano pela manhã na capital paulista. A decisão dos trabalhadores foi tomada à tarde, e eles prometiam retomar a operação dos trens até as 20h, para facilitar a circulação dos paulistanos na véspera do feriado prolongado.
A suspensão da greve, porém, é temporária. A categoria não obteve ontem, em reunião com a diretoria do Metrô no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília, uma definição sobre a elevação salarial de 18,13% determinada no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e que a empresa não quer cumprir sob a alegação de que não dispõe de recursos. O sindicato já agendou uma nova assembléia na noite da próxima quarta-feira.
Na próxima segunda-feira, a paralisação de dois dias (a primeira desde 2001) será julgada no TRT, que já havia sugerido uma multa diária de R$ 200 mil por não ter havido um sistema de emergência com 100% dos trens nos picos e 80% no restante do dia. O Metrô também poderá ser punido por não ter pago os 18,13% de aumento dos salários após a decisão do TRT, tomada no final de maio.
O congestionamento recorde deste ano, no segundo dia de paralisação dos metroviários, foi de 126 km, às 9h terça-feira foram 122 km de filas. Ele também superou os 123 km de lentidão registrada às 9h30 de 8 de abril, quando houve greve de motoristas e cobradores de ônibus. A média é de 70 km a 80 km no horário.

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