São Paulo, 16 (AE) - Os metroviários decidiram hoje, em assembléia realizada no Sindicato dos Metroviários, parar a partir de terça-feira. A paralisação é a segunda em menos de 15 dias.
Os metroviários pleiteiam o pagamento da antecipação dos valores referentes ao Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) deste ano, R$ 500,00 a cada um dos 7.400 servidores.
A paralisação do dia 9, também motivada pelo não-pagamento do PLR, deixou 2,3 milhões de passageiros sem transporte. A pressão fez com que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgasse legal o protesto, obrigando o governo a pagar os funcionários até o dia 20. O Metrô entrou com recurso no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e conseguiu a suspensão do pagamento.
Segundo o diretor do sindicato, Onofre de Gonçalves de Jesus, a categoria vai tentar negociar com a empresa até o último momento. "Não queremos greve; queremos receber o que é de direito." Caso não haja negociação e a greve de fato ocorra, haverá nova assembléia na terça-feira à noite, para decidir pela prorrogação ou não do protesto.
Mais de mil pessoas participaram da assembléia realizada a partir das 18h30 de hoje, na sede do sindicato, no Tatuapé, zona leste. O governo do Estado alega não poder arcar com os gastos - no total, R$ 3,7 milhões - por causa de um déficit de R$ 27 milhões.
Repasse - A direção da empresa diz ainda estar impedida de conceder aos empregados o benefício por causa do Decreto Estadual 43.794, que proíbe as empresas estatais paulistas de fazer o repasse. Segundo o Metrô, não foi traçada nenhuma meta de produtividade para este ano.
Trens - Até a noite de hoje, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não havia tentado uma renegociação com o Sindicato dos Ferroviários na tentativa de impedir a greve de 48 horas, anunciada ontem pela categoria. Está mantida, portanto, a decisão de sindicato de paralisar quatro das seis linhas da CPTM a partir da meia-noite de segunda-feira.

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