São Paulo - O presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino de Melo Prazeres Júnior, afirmou nesta quarta-feira que o metrô da capital paulista funcionará normalmente hoje, Dia Nacional de Lutas que está sendo organizado pelas centrais sindicais do País. "A diretoria decidiu pela adesão à greve, mas os trabalhadores foram contra", disse, reforçando que não haverá paralisação em nenhum momento do dia.
Mais cedo, Altino havia afirmado que a categoria deveria decidir pela greve e que só estava faltando definir o horário e o período. Porém, após assembleia de trabalhadores, realizada no início da noite, a decisão mudou. À tarde, o governo do Estado de São Paulo conseguiu uma liminar no Justiça do Trabalho que impede a paralisação dos funcionários do metrô nesta quinta-feira em horários de pico. O requerente na ação foi a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô).
No Rio de Janeiro, metroviários, ferroviários e os motoristas de ônibus decidiram que não vão parar as atividades. Com isso a expectativa é que a greve geral convocada por centrais sindicais não tenha grande adesão na capital fluminense. Apesar disso, duas categorias importantes decidiram parar: bancários e professores das redes estadual e municipal.
A Federação Única dos Petroleiros informou que a categoria não vai parar suas atividades, mas vai suspender por um dia a substituição das equipes que estão em plataformas e refinarias. De acordo com a FUP, isso não afeta a produção de derivados de petróleo.
Está prevista um ato público no centro da cidade, com concentração a partir das 15 horas na Candelária, de onde os manifestantes seguirão para a Cinelândia.
Pela manhã, às 10 horas, médicos devem fazer manifestação também no centro da cidade. Eles reivindicam que os planos de saúde aumentem o valor mínimo das consultas para R$ 70.
Os servidores do Hospital de Clínicas do Paraná, em Curitiba, inicia às 6h30 desta quinta-feira a paralisação dos seus serviços, com exceção do atendimento de emergência e aos pacientes internados. Também haverá concentrações nas rodovias BR-277 e na BR-376, às 8 horas.
Já os motoristas e cobradores se reúnem em assembleia às 15 horas, na Praça Rui Barbosa, maior terminal de transportes da capital, para definir se a categoria adere ou não à manifestação. Caso a proposta de paralisação vença eles cruzarão os braços das 16 às 19 horas.

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