Metropolitano atenderá toda a região
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de maio de 1999
Marcos Zanatta e Marccio W. Varella 
A primeira etapa do Hospital Metropolitano de Maringá, que vai abrigar 67 leitos da maternidade, deve ficar pronto até o final do ano. O prédio, com cerca de 6 mil metros quadrados, está orçado em R$ 6,25 milhões, 80% financiados pelo governo federal, através do Ministério da Saúde. O projeto de construir um hospital público para atender toda a região existe há pelo menos oito anos, mas só agora começou a sair do papel. A briga política por uma maternidade ganhou força no ano passado, depois de a imprensa denunciar que gestantes de Maringá eram obrigadas a fazer o parto em hospitais da região.
Não existem estatísticas precisas, mas, segundo os organismos de saúde, pelo menos 30% das gestantes de Maringá fazem o parto em hospitais de cidades vizinhas. Pelos números da Secretaria de Saúde do Paraná, nascem em média 5,5 mil crianças por ano em Maringá. As gestantes que buscam atendimento fora são todas pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem uma oferta insuficiente de leitos na cidade. Dos 67 leitos da maternidade, 27 serão para internações, 20 para internações obstetrícias, 17 para pedriatria. A expectativa é de reverter o atual quadro e ampliando o atendimento a pacientes de cidades da região. Hoje, apesar do grande número de municípios que enviam pessoas para Maringá, apenas o Hospital Universitário (HU) atende pelo SUS.
A continuidade do projeto deve acontecer ainda este ano. A próxima fase será um pronto socorro, outra área crítica da saúde pública em Maringá. Os hospitais credenciados ao SUS - Santa Rita e Santa Casa - fazem o atendimento de emergências durante o dia e o Hospital Universitário, à noite e finais de semana. Para continuar a obra, o prefeito Jairo Gianoto espera angariar uma fatia dos R$ 20 milhões que serão destinados ao Paraná pelo governo federal, e que devem ser investidos na construção de unidades de atendimento.
ÉticaMaringá vai ter a partir de amanhã um novo espaço para debater o assunto mais polêmico da assistência médico-hospitalar: a ética médica. O novo prédio do Conselho Regional de Medicina (CRM), localizado no bairro Zona 5, será inaugurado às 11h30 pelo presidente do Conselho no Paraná, Salim Emed, pelo presidente da delegacia regional do CRM-Maringá, Jorge Kemmel Chamas, e pelo prefeito Jairo Gianoto (PSDB) e sua equipe de saúde. Será a primeira regional do Conselho no Estado a ter prédio próprio: os outros CRMs funcionam em salas alugadas, inclusive o de Curitiba.
Aqui será a Casa da Ética Médica. O CRM não será apenas o órgão regulador da profissão, mas um local de aprimoramento médico e de debate sobre os assuntos que envolvem a ética médica, anuncia Jorge Chamas.
O prédio tem um auditório moderno, com capacidade para 110 pessoas. A nova sede tem ainda telhado termo-acústico, sistema de refrigeração e salas administrativas de orientação e recebimento de denúncias, onde os processos serão montados e enviados para a sede estadual do CRM, em Curitiba.


