Londrina - O Metrolon, sindicato que representa as empresas de transporte coletivo de Londrina, se manifestou contrário aos resultados da auditoria realizada pelo Ministério Público que analisou a planilha de custos do sistema. Os estudos técnicos apontaram que o reajuste de R$ 0,30 repassado aos usuários a partir do dia 1º de janeiro foi necessário para a manutenção do equilíbrio econômico financeiro do sistema e que a planilha está de acordo com os documentos encaminhados pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Em nota, o sindicato afirmou que a planilha está incorreta, pois "deixou de incorporar a legítima e justa remuneração destinada às concessionárias operadoras do serviço". Conforme o Metrolon, o lucro não contabilizado está previsto nos contratos de concessão assinados em 2004. Ações que questionam a forma de cálculo da tarifa tramitam na 1ª Vara de Fazenda Pública.
O promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, reiterou o resultado da auditoria que considerou o reajuste regular. A planilha, segundo ele, já inclui 12% de remuneração de capital que são destinados às empresas. "A eficiência do sistema também depende da gestão administrativa", explicou. Quanto à inclusão no cálculo da tarifa de 7,5% referentes ao lucro, Sogaiar preferiu não se manifestar e aguardar as decisões judiciais. A Controladoria do Município também analisa a planilha do transporte coletivo e deve concluir os estudos nas próximas semanas.

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