Método Canguru também ajuda recuperar prematuros
Para que possam ser colocados nas redes, os recém-nascidos prematuros devem apresentar condições estáveis. Por enquanto, não se utiliza a técnica com aqueles que estão entubados e em condições de maior fragilidade. Basicamente, os critérios são os mesmos seguidos em outro método, o Mãe Canguru, onde a criança é colocada em contato direto com a mãe, posicionada entre seus seios. A ideia - que nasceu na Colômbia, em 1979 - é favorecer a sintonia térmica proporcionada pelo contato corpo a corpo, já que o prematuro tende a perder temperatura facilmente, pela falta de gordura corporal.
Em Londrina, o Mãe Canguru foi adotado nos hospitais Evangélico e Infantil. Neste último, porém, está temporariamente desativado por falta de espaço físico. Já no Hospital Evangélico (HE), onde foi implantado em 1995, o método é adotado em cerca de 10 pacientes por mês. A condição para se beneficiar da técnica é que o recém-nascido esteja apto a permanecer por algum tempo fora da incubadora.
Segundo a enfermeira Neusa Queiroz de Aquilar, responsável pela UTI Neonatal do HE, os resultados são excelentes. ''Diminui o tempo de internação na UTI Neonatal, já que o método regula os batimentos cardíados, a temperatura e a respiração do bebê. O contato estimula o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê, o que favorece o seu desenvolvimento.'' Segundo a enfermeira, o método também proporciona segurança para ambos e a criança fica visivelmente mais calma. Neusa explica ainda que o 'canguru' pode ser feito com a mãe, com o pai ou com um outro familiar.
Na última quinta-feira a dona de casa Débora Martins dos Santos, de 22 anos, experimentou pela primeira vez a sensação de ter seu pequeno Gabriel, de 11 dias, 'grudadinho' em seu peito. O bebê nasceu aos sete meses de gestação, pesando 1,9 kg. Débora não conhecia o método, mas disse estar confiante em sua eficiência. ''É uma forma de fazer com que ele fique quentinho, e é bem gostoso'', confessou a mãe. Gabriel, por sua vez, não se fez de rogado e curtiu, quietinho, o calor materno. (S. L.)





