Belo Horizonte, 30 (AE) - A gerência de assuntos econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) considerou "acima do desejável" as metas de inflação anunciadas hoje pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, para 2000 e 2001. Os economistas da Fiemg salientaram, em nota, que ao definir as metas de inflação em 6% para 2000 e 4% para 2001 o governo teria mostrado uma "preocupação" em relação a possíveis aumentos de preço provocados por recomposição de margem de lucro quando a economia voltar a crescer.
Para os economistas, a meta estipulada para o ano corrente, que foi de 8%, deve ser atingida com "certa tranquilidade", dado que o IPCA acumulado entre janeiro e maio foi de 3,76%. Ainda assim, os economistas da Fiemg consideraram que o anúncio sinaliza com a "continuidade do processo de redução da taxa de juros".
O presidente da Fiemg, Stefan Bogdan Salej, enfatizou que é "fundamental" que as metas não fiquem restritas a uma "simples medição", mas que sejam fruto de mobilização dos segmentos responsáveis e preocupados com a efetiva recuperação da economia do País.
Salej salientou ainda que é fundamental que outros indicadores também sejam revistos, principalmente, as taxas de juros. "Não é concebível que a inflação seja estipulada em 8% (1999) e os juros permaneçam em níveis tão elevados", disse.

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