Metas devem estimular produção, avalia Fiesp
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terça-feira, 29 de junho de 1999
Por Isabel Dias de Aguiar 
São Paulo, 30 (AE) - A meta de 8% para a inflação deste ano, fixada hoje pelo governo, deverá favorecer as atividades produtivas, segudo análise feita pelo diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Franz Reimer. Indica que o governo deverá relaxar a política monetária, reduzir ainda mais as taxas de juros e permitir desvalorização maior do real. Todos esses componentes, segundo Reimer, constribuem para o crescimento da atividade econômica e da produção industrial.
Esse quadro, caso seja mantido até o fim do ano, só não será favorável à balança comercial, afirma. Com a expansão da economia, a tendência é de o País importar mais, com prejuízo das metas de superávit no comércio exterior.
O diretor da Fiesp não acredita que o eventual crescimento do mercado interno prejudique o desempenho das exportações. Segundo ele, a indústria ainda dispõe de elevada capacidade ociosa e já oferece produtos de padrão internacional. Salvo exceções, não deverá abandonar o mercado internacional para atender o consumidor doméstico.
A retomada das exportações, segundo Reimer, deve ocorrer pelo efeito da desvalorização cambial. As vendas externas não deverão alcançar valor significativo neste ano. Levará ainda algum tempo até que as empresas reconquistem seus antigos mercados no exterior, afirmou o diretor.


