Brasília, 17 (AE) - Para o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, as metas acertadas com o FMI para o setor externo e a área monetária foram cumpridas "com folga". A meta de dívida externa com o setor público não financeiro, de janeiro a março, que permitia um teto de até US$ 87,966 bilhões, ficou em US$ 83,289 bilhões, portanto
com uma folga de US$ 4,677 bilhões. A dívida externa com garantia pública, que poderia crescer até US$ 1,580 bilhão, manteve-se no mesmo patamar de dezembro, de US$ 480 milhões. Isso porque, segundo Lopes, não houve nenhuma contratação de nova dívida nesse período. Isso significa uma folga de US$ 1,100 bilhão. Quanto à dívida externa de curto prazo do setor público não financeiro, a meta era de US$ 5,304 bilhões e o registrado foi US$ 3,562 bilhões, o que dá uma folga de US$ 1,742 bilhão.
Sobre o critério de performance dos ativos domésticos líquidos (que representa a diferença entre a base monetária e as reservas cambiais), o teto definido no acordo com o FMI era de que as reservas poderiam ser superiores à base monetária em, no mínimo, R$ 7,152 bilhões (meta estabelecida para abril). Conforme os dados do BC, a diferença entre reservas e base monetária ficou em R$ 8,474 bilhões. o que dá uma folga de R$ 1 322 bilhão. Lopes disse que o bom desempenho do acordo com o FMI até agora pode implicar a revisão das metas para o segundo semestre. Segundo ele, o cenário de quando o acordo foi firmado está muito diferente do atual. A missão do fundo virá ao Brasil entre o final de maio e o início de junho.

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