São Paulo, 4 (AE) - Cerca de 200 metalúrgicos do ABC encerraram há pouco uma manifestação em frente à sede da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), em São Paulo, pedindo empenho da indústria automobilística para que haja a renovação do acordo de redução de impostos para veículos e de estabilidade no emprego no setor. Foi o primeira de uma série de protestos programados pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, para que não haja na região uma onda de demissões nas montadoras, todas com milhares de trabalhadores considerados excedentes.
Quinta-feira, eles deverão cruzar os braços por 24 horas na Ford e na Volkswagen, em São Bernardo do Campo. A proposta de greve será votada hoje à noite, em reunião da militância. O presidente do sindicato, Luiz Marinho, falou por telefone, durante a manifestação, com o presidente da Anvavea, José Carlos Pinheiro Neto, mas não houve avanço. As montadoras continuam dispostas a reajustar os preços dos carros, o que torna inviável
segundo o governo, a renovação do acordo. Marinho voltou a pedir para Pinheiro Neto uma espécie de trégua em relação ao reajuste dos preços, mas não foi atendido. Ainda assim, o sindicalista tem esperança de conseguir o adiamento dos reajustes para que governo, montadoras e sindicatos negociem sem pressões o futuro do setor.

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