Metalúrgicos protestam em Taubaté
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quarta-feira, 05 de maio de 1999
Por Júlio Ottoboni 
Taubaté, SP, 06 (AE) - As fábricas da Volkswagen e da Ford instaladas em Taubaté enfrentaram hoje manifestações de protesto por parte dos trabalhadores. As manifestações são contra o aumento de preços dos veículos e por reposições salariais. A Volks teve duas paralisações de suas linhas de montagem no período da manhã e outra a tarde. Os funcionários estão suspendendo as atividades por uma hora na entrada dos turnos. Na Ford o quadro é mais grave. A linha de produção foi totalmente parada e só voltará a funcionar amanhã.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté informou que os empregados das duas montadoras reivindicarão melhorias salariais se o aumento no valor dos carros for confirmado. A proposta inicial será a reposição das perdas salariais dos últimos três anos, o que daria um reajuste de 9,62% sobre os ganhos. Os trabalhadores também querem a renovação do acordo emergencial entre o setor e o governo.
A Volks de Taubaté deixou de produzir com a suspensão das atividades cerca de 90 unidades dos modelos Gol e Parati. A fábrica ficou paralisada por duas horas consecutivas, entre às 5 e 7 horas da manhã, quando há a troca do terceiro e primeiro turnos. A empresa tem 6,7 mil funcionários, que trabalham divididos em três períodos. A previsão da empresa é ter sua cadência produtiva retomada nas primeiras horas desta sexta-feira.
Os mil empregados da Ford mantiveram a fábrica do Vale do Paraíba completamente parada. Essa unidade fabrica motores e câmbios destinados às montadoras de São Bernardo do Campo e à Argentina. A única montadora da região que funcionou normalmente foi a General Motors, de São José dos Campos. O sindicato dos metalúrgicos local se recusou a assinar o acordo firmado em março e conseguiu aumentar os salários dos funcionários depois de uma greve no final do mês passado.


