Metalúrgicos promovem paradas em série na Ford
São Paulo, 12 (AE) - Os empregados da Ford, em São Bernardo do Campo (SP), fizeram hoje uma sequência de paralisações na fábrica para protestar contra o congelamento de seus salários desde novembro de 1997 - no ano passado, eles ficaram sem reajuste. As paralisações foram de duas horas, atingindo os setores de montagem final, pintura e duas alas de funilaria. A produção ficou confusa em razão do inesperado movimento.
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC vai enviar pauta de reivindicações também para a Volkswagen, a Scania e a Mercedes-Benz. O pedido de aumento salarial (em índice não definido na pauta) ocorreu uma semana depois do anúncio de reajuste de até 10% nos preços dos veículos. E justamente durante a negociação com o governo para renovar o acordo de redução de impostos para o setor.
Por enquanto, somente a General Motors reajustou salários, em 4,52%, no início do mês.
Segundo o diretor do sindicato João Ferreira Passos, o movimento na Ford é também pela reintegração dos 1.250 empregados afastados com redução de salários e pela redução do tempo semanal de trabalho das 42 horas atuais para 40 horas.
PLR - Passos negou hoje que o sindicato tenha negociado com a Ford o não pagamento da participação nos lucros ou resultados (PLR) deste ano, como afirmou o diretor de Recursos Humanos da empresa, Carlos Augusto Marino, ao Estado. "Isso nunca foi tratado em negociação alguma", protestou.





