Metalúrgicos fazem protesto em defesa da indústria naval
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domingo, 06 de junho de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 07 (AE) - Manifestação de protesto que reuniu cerca de 200 metalúrgicos (pelos cálculos da Polícia Militar), obrigou as direções da Petrobrás e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a fecharem as portarias principais de suas sedes durante a maior parte do dia de hoje. A justificativa foi o temor de uma invasão. Os metalúrgicos espalharam dezenas de faixas pedindo apoio para a indústria naval e disseram que irão repetir o ato em Brasília, em frente aos Ministérios dos Transportes, das Minas e Energia e da Fazenda.
O ato foi organizado por três sindicatos de trabalhadores e teve o apoio de parlamentares, como o deputado federal Carlos Santana (PT-RJ). O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, Teobaldo Barbosa Filho, disse que o objetivo da manifestação era obter do governo o compromisso de incentivar a indústria naval na construção de equipamentos para produção de petróleo, já que as encomendas devem aumentar com a entrada de empresas privadas na exploração. "Todas as plataformas encomendadas pela Petrobrás são construídas fora do País, reduzindo a oferta de emprego", diz o sindicalista.
Barbosa Filho lembrou que dos cinco estaleiros existentes no Rio, três estão parados e dois funcionam precariamente. O setor, que já empregou cerca de 40 mil trabalhadores no auge da indústria naval entre as décadas de 70 e 80, hoje tem apenas cerca de 1,5 mil funcionários.
No início da tarde, uma comissão de sindicalistas foi recebida pelo presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobrás para a área de transportes, Mauro Campo, mas até às 18 horas a reunião não havia acabado. Os manifestantes divulgaram que estavam dispostos a acampar na sede da empresa até obter o compromisso de realização de novas obras em estaleiros locais.


