Metalúrgicos de Betim não aceitam acordo automotivo
São Paulo, 22 (AE) - Na véspera da reunião do Confaz sobre a redução do ICMS incidente sobre veículos de 12% para 9%, o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim (MG), onde está instalada a Fiat, decidiu que não participará do acordo emergencial para escoamento do estoque de veículos, da forma como ele foi redigido. O presidente do sindicato mineiro, Paulo Moreira, disse há pouco que a atual minuta do acordo não dá nenhuma garantia de manutenção do nível de emprego, nem de manutenção de arrecadação aos Estados que aderirem. Moreira também considera que os resultados em termos de vendas serão medíocres. Ele disse que seu sindicato pode mudar de idéia, desde que sejam contemplados os seguintes pontos: autorização da Fiat para o sindicato criar uma comissão de fábrica (representação interna dos funcionários) na empresa, para fiscalizar se o nível de emprego está sendo mantido; proibição de programas de demissões voluntárias, que segundo Moreira "de voluntárias não têm nada"; compromisso das montadoras de que, em caso de queda da arrecadação dos Estados, o prejuízo com a redução de impostos seja compensado pelas indústrias. No caso de Minas Gerais, a Fiat teria de repor o prejuízo; cancelamento dos aumentos dos preços dos carros afetuados a partir de janeiro.





